Extensão

Ações de Extensão – Departamento de Geografia – 2017

Raízes e Frutos: uma vivência nas comunidades caiçaras da Península da Juatinga – Parati/RJ

Coordenador-Extensionista: Letícia Parente Ribeiro

Resumo da Ação de Extensão

O projeto Raízes e Frutos atua há dez anos na Península da Juatinga junto às comunidades tradicionais caiçaras. A área, localizada no município de Paraty (RJ), está inserida na Reserva Ecológica da Juatinga (REJ) e na Área de Proteção Ambiental (APA) Cairuçu. A região tem um histórico de conflitos envolvendo grilagem de terras, especulação imobiliária e expansão de atividades turísticas. Atualmente as Unidades de Conservação passam por um processo de recategorização. Tais processos transformam os modos de vida e ameaçam os territórios caiçaras e têm tido como consequência, entre outros, a migração das populações caiçaras para as áreas urbanas. A proposta do projeto é realizar uma vivência junto às comunidades caiçaras da região buscando integrar o conhecimento acadêmico e o saber tradicional. Aproximando visões de mundo diferentes que, no entanto, são igualmente fundamentais para a preservação do meio-ambiente e da cultura local, o projeto busca valorizar e salvaguardar o patrimônio imaterial caiçara, contribuindo para sua visibilidade e para seu fortalecimento político autônomo. O projeto conta com uma equipe interdisciplinar e desenvolve ações e atividades de educomunicação e de registro da memória cultural, trabalhando nas perspectivas da agricultura ecológica, da bioarquitetura e da educação ambiental.

Palavras-chave: Patrimônio Imaterial, Cultura Caiçara, Populações Tradicionais, Permacultura

Público-Alvo

O público-alvo do projeto inclui os moradores, lideranças e mestres griôs, das comunidades caiçaras. Este ano, o projeto focalizará o segmento infantil, sobretudo as crianças das comunidades matriculadas nas escolas municipais do Pouso da Cajaíba e da Praia do Calhaus. As populações tradicionais caiçaras são consideradas uma categoria de povos tradicionais do Brasil no que diz respeito às suas práticas culturais e costumes, sendo reconhecidas através do Decreto 6.040, que institui a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais. São comunidades de característica rural, com população composta basicamente por famílias de baixa renda, subempregados ou empregados informais. As praias do Pouso da Cajaíba e do Calhaus estão entre as mais populosas da REJ e nelas estão instaladas as únicas escolas dentre as comunidades em que trabalhamos. Já a Praia Grande da Cajaíba tem sido alvo, ao longo dos últimos vinte anos, de um intenso processo de grilagem de terras e, hoje, na praia, só residem duas famílias resistentes (ainda cultivando muitas práticas características da cultura local). Por fim, as praias da Sumaca, Martim de Sá e do Cairuçu das Pedras são localidades mais isoladas, onde os moradores também continuam a praticar muito do que é considerado como parte da cultura tradicional.

Situação da Atividade: em andamento.

Contato: raizesefrutos@gmail.com


Águas no planejamento municipal: Discutindo a Educação Ambiental na gestão de bacias hidrográficas na Região Serrana do Estado do Rio de Janeiro

Coordenador-Extensionista: Maria Naíse de Oliveira Peixoto

Resumo da Ação de Extensão

O projeto tem como focos principais: a) o desenvolvimento de levantamentos e mapeamentos sobre as transformações recentes nas redes e bacias hidrográficas da Região Serrana do estado do Rio de Janeiro, visando subsidiar o uso sustentável dos recursos água e solos; b) a formulação de estratégias e projetos de educação ambiental baseados no diálogo entre o conhecimento acadêmico e o escolar; c) a sensibilização e capacitação de moradores e gestores, com o apoio de um portal virtual que disponibilize uma base de dados (acervo digital) e um meio de troca de informações e construção de conhecimentos; d) a elaboração de geoecoroteiros para fins didáticos, dentro da perspectiva da geoconservação, construídos pelas comunidades escolares envolvidas. As ações propostas buscam estabelecer articulações com o planejamento municipal e a gestão participativa das águas, e oferecer subsídios para a formulação e implementação de ferramentas e políticas voltadas à melhoria da qualidade de vida, incentivando a integração entre o ensino e a pesquisa acadêmica com as demandas da sociedade e a participação local da sociedade civil, gestores e profissionais das escolas públicas. O projeto tem sido desenvolvido de modo integrado a outros conduzidos nas instituições parceiras, direcionados ao planejamento territorial, à gestão de unidades de conservação e dos recursos hídricos, ao turismo solidário e à geoconservação na Região Serrana do Rio de Janeiro, que tem enfrentado as consequências adversas de catástrofes como a de janeiro de 2011. Estabelece parceria também com projetos conduzidos no Colégio de Aplicação e no Instituto de Geociências da UFRJ.

Palavras-chave: educação ambiental, bacias hidrográficas, riscos ambientais, planejamento, formação docente

Público-Alvo

O público-alvo é constituído pelas comunidades escolares e moradores das microbacias hidrográficas afetadas pelos desastres de janeiro de 2011 ocorridos na região Serrana do estado do Rio de Janeiro. Enfatizamos inicialmente as comunidades localizadas no entorno do Parque Natural Municipal Montanhas de Teresópolis (PNMMT), envolvendo alunos, professores e funcionários de duas escolas municipais, além dos gestores e funcionários do parque e diferentes tipos de moradores instalados nestas áreas. Estima-se aproximadamente 600 pessoas diretamente envolvidas e afetadas na bacia do Córrego do Arrieiro, área piloto do projeto, situada em Santa Rita, no 2o Distrito de Teresópolis, porém sabemos que o alcance social e ambiental das ações é mais amplo, tendo em vista as repercussões para a gestão do PNMMT, bem como na formação continuada de professores da rede pública de ensino. Além da continuidade das ações na bacia do córrego Santa Rita, estamos ampliando as atividades para incorporar outras bacias e comunidades do entorno do PNMMT, assim como do Parque Nacional da Serra dos Órgãos (PARNASO), ou seja, moradores das áreas rurais e urbanas e usuários de trilhas turísticas nestas UCs, buscando trabalhar a geoconservação junto com a educação ambiental e o fortalecimento de alternativas econômicas ligadas ao ecoturismo. Neste sentido, temos como público-alvo também associações de moradores e produtores rurais, agentes envolvidos com as políticas urbana e rural dos municípios, defesa civil, instituições de ensino e pesquisa, o que contribui para a integração de ações ao favorecer processos de gestão participativa.

Situação da Atividade: EM ANDAMENTO

Contato: marianaisepeixoto@gmail.com


Herança e Conhecimento Africano e Afrodescendente na Construção da Identidade Brasileira

Coordenador-Extensionista: Eduardo José Pereira Maia

Resumo da Ação de Extensão

Este projeto busca estabelecer um diálogo entre a universidade e a escola a propósito das questões étnicas e raciais que dizem respeito especificamente a população negra e afro-brasileira. Recentes trabalhos que abordaram a questão afro-brasileira e suas grafias lançaram luz a uma nova compreensão sobre as marcas deixadas pelo povo negro/preto, na cultura brasileira, desde o período da escravidão até os dias atuais. Porém, poucas são as ações que valorizam esse registro, aliás, na maioria das vezes há um esforço de torná-las invisíveis. Partindo desse princípio, o projeto promoverá três ações articuladas de extensão: Grafias Negras: marcas da cultura africana e afrodescendente na paisagem do Rio de Janeiro; a cor da UFRJ; e Herança e conhecimento: África e africanidade. As ações dos projetos são desdobradas em atividades que envolverão o ensino, a pesquisa e a extensão. Essas ações serão articuladas pela realização de palestras que versem sobre a temática Geografia e História da África, dirigidos a professores da rede básica de educação e na realização de oficinas para estudantes de ensino fundamental e médio. As ações preveem a produção de monografia e dissertação de mestrado, bem como na produção de artigos de pesquisas. O público alvo são: professores e estudantes da Rede de ensino do Estado e dos municípios que aderiram ao projeto, mas com atenção à comunidade interna da UFRJ. Partimos do pressuposto que as referências culturais negras, que muitas vezes, não são valorizadas na escola e na sociedade, têm origem na falta de conhecimento desses conteúdos.

Palavras-chave: África, Africanidade, Negro, Discriminação, Preconceito

Público-Alvo

A quantificação do público-alvo leva em consideração uma estimativa de indivíduos alcançados pelas ações do Projeto, que pretende manter e poderá expandir o alcance de acordo com as demandas durante a vigência do projeto. Nesse sentido e de modo mais específico, enquanto ‘Público Interno da Universidade’, além das categorias já discriminadas, tomamos como ‘Outros’ os indivíduos que fazem parte da categoria de serviços terceirizados. Estes, de acordo com os objetivos do Projeto, deverão ser alcançados pelas atividades desempenhadas nas diferentes unidades da Universidade. Ainda discriminando o campo ‘Outros’, no segmento de ‘Instituições Governamentais Estaduais’, o quantitativo registrado faz referência ao total de alunos matriculados no ano letivo de 2017, no CIEP- 239 Elza Vianna Fialho. Já no segmento de ‘Instituições Governamentais Municipais’, este mesmo campo – ‘outros’ – se refere ao quantitativo de alunos matriculados em outra instituição de atuação do projeto: a Escola Municipal Bairro Almerinda. Os números apresentados são estimativas e projeções, com exceção do número de alunos das escolas CIEP – Elza Vianna Fialho e Bairro Almerinda, com 749 e 283 alunos, respectivamente.

Situação da Atividade: EM ANDAMENTO

Contato: neghaheranca@gmail.com


Novas estratégias para o ensino básico da Geografia com o apoio em geotecnologias

Coordenador-Extensionista: Carla Bernadete Madureira Cruz

Resumo da Ação de Extensão

O projeto prevê atividades que são complementares à formação acadêmica dos alunos envolvidos, uma vez que compreende práticas em Geoprocessamento, Cartografia e Sensoriamento Remoto, aplicadas a diferentes temáticas. A proposta de extensão contempla a inserção das geotecnologias nas práticas pedagógicas, envolvendo alunos e professores de ensino fundamental, médio e superior, enfatizando questões geográficas e o conhecimento e valorização do local onde o aluno se insere. Esses recursos, além de permitirem a inclusão digital, promovem o desenvolvimento cognitivo dos alunos, contribuindo para uma efetiva inserção social.São previstas atividades integrando os alunos dos diferentes níveis acadêmicos, através do aprofundamento de conhecimentos teórico-práticos em Cartografia e Sensoriamento Remoto, de modo a embasar levantamentos de dados em campo e a geração de mapeamentos temáticos para o Atlas. A parceria envolve, por parte da UFRJ, 4 alunas da graduação; e por parte do Colégio Pedro II e Colégio Salesiano Niterói.

Palavras-chave: Educação, Geotecnologias, Geoprocessamento

Público-Alvo: Discentes de ensino básico e superior

Situação da Atividade: EM ANDAMENTO

Contato: Carla Bernadete Madureira Cruz – Coordenadora carlamad@gmail.com


Mapeamento da Potencialidade e Acessibilidade do Uso de Tecnologias Assistidas através de estudo de caso na Clínica da Família Adib Jatene, Maré, Rio de Janeiro

Coordenador-Extensionista: Profa. Carla Bernadete Madureira Cruz

Resumo da Ação de Extensão

Esse projeto de extensão é fruto da parceria do Laboratório ESPAÇO de Sensoriamento Remoto e Estudos Ambientais e do Departamento de Terapia Ocupacional, ambos da UFRJ. A pesquisa original foi desenvolvida com objetivo de mapear o acesso das pessoas com deficiência e com transtornos mentais na Atenção Básica em Saúde, bem como seus desdobramentos no cuidado dessas pessoas. Buscando integrar conhecimentos nas áreas de Saúde, Geografia e Cartografia, este projeto objetiva relacionar atividades de ensino, pesquisa e extensão, através da adoção de soluções tecnológicas e participativas que possam contribuir para a melhoria na Atenção Básica na Saúde da Família. A área de aplicação está relacionada à área de atendimento da Clínica da Família Adib Jatene, localizada na Maré, Rio de Janeiro. O público-alvo principal são as pessoas com deficiência de forma a garantir a efetividade do projeto com o tempo disponível para o mesmo. São previstas atividades que serão desenvolvidas em 2 anos de parceria, de forma a possibilitar o amadurecimento de experiências e resultados. O projeto a ser desenvolvido na Geografia se denomina Mapeamento da Potencialidade e Acessibilidade do Uso de Tecnologias Assistidas. Projetou-se, desta forma, três importantes metas: Mapeamento da área de atendimento pela Clínica Adib Jatene, identificando, através de imagens de alta resolução e trabalhos de campo, elementos da paisagem que deem apoio às metas posteriores; Mapeamento das Áreas Potenciais para uso de Terapia Ocupacional, utilizando estratégia de mapas mentais e participativos, de modo a incluir o conhecimento local; Mapeamento da Acessibilidade do Uso de Tecnologias Assistidas.

Palavras-Chave: Terapia Ocupacional, Acessibilidade, Mapeamento

Situação: Submetido ao Edital RUA 2017.2

Contato: carlamad@gmail.com

CURSOS

Google Earth como apoio a novas práticas em sala de aula (Turma II)

Coordenador-Extensionista: Maria Naíse de Oliveira Peixoto

Resumo da Ação de Extensão

O minicurso Google Earth como apoio a novas práticas em sala de aula – turma II – faz parte da programação do IV Encontro de Extensão, Pesquisa e Ensino do IGEO e será realizado no dia 14 de março de 2017 das 8 às 17 horas no Instituto de Geociências da UFRJ.

Palavras-chave: Google Earth, didática, tecnologias de informação, geotecnologias

Público-Alvo: Professores da rede pública de ensino e estudantes de graduação em licenciaturas.

Situação da atividade: EM ANDAMENTO

Contato: extensao@igeo.ufrj.br


Geoinformação Para o Estudo de Cidades

Coordenador-Extensionista: Profa. Elizabeth Maria Feitosa da Rocha de Souza

Resumo da Ação de Extensão: Oferta de treinamento buscando capacitar e aperfeiçoar a comunidade de discentes e demais interessados quanto ao uso da geoinformação na vida prática e profissional. Serão apresentadas técnicas de manipulação e análise espacial de dados para o entendimento das cidades, por meio de práticas dos seguintes aplicativos/plataformas: Arcgis, QuantumGIS e Google Engine. Toda a temática e exemplos serão baseados em questões urbanas e características das cidades.

Palavras-chave: Arcgis, quantumGIS, Análise espacial

Público-Alvo

O curso visa proporcionar aos alunos e professores, bem como, os grupos e instituições interessadas no tema o conhecimento sobre o uso das plataformas Arcgis, Quantum GIS e Google Engine. Não é necessário conhecimento prévio pois o treinamento abordará os conhecimentos básicos necessários para o entendimento e manipulação das funções principais.

Situação: Submetido ao Edital RUA 2017.2

Contato: Site do Laboratório Espaço, https://www.espaco.igeo.ufrj.br, por meio de formulário específico

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