Projetos de Extensão

Em Curso | Finalizados

EM CURSO

PIBID – Geografia

Coordenador: Prof. Enio Serra

O Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) vem enriquecendo e estimulando novas experiências na formação dos licenciados em Geografia, pois possibilita maior articulação institucional entre a universidade e as escolas parceiras, mas fundamental- mente, possibilita tanto para os alunos estagiários, quanto para os professores das escolas  públicas uma reflexão sistematizada de suas  práticas, ou seja, cria condições reais para um processo de formação inicial e continuada pautada na pesquisa.  O cotidiano escolar é o espaço-tempo privilegiado de reflexão na ação docente, integrando de forma dialógica a teoria e a prática; a universidade e a escola; os saberes acadêmico-científicos e os escolares. Os pressupostos teórico-metodológicos que fundamentam este projeto se circunscrevem no conjunto das práticas que, durante os anos de 2009 a 2012, envolveram o Ateliê de Pesquisas e Práticas em Ensino de Geografia (APEGEO). O PIBID foi coordenado pelo prof. Rafael Straforini até 2012, atualmente é coordenado pelos professores de Prática de Ensino de Geografia e Estágio Supervisionado.

 


FINALIZADOS

A Educação Ambiental na Escola Básica – Novas Metodologias de Ensino e a Formação Continuada do Professor em uma Abordagem Transdisciplinar

Coordenadora: Profª. Maria Naíse de Oliveira Peixoto

O projeto busca trabalhar novas práticas em Educação Ambiental no contexto das escolas públicas de Ensino Fundamental e Médio, dentro de uma abordagem transdisciplinar, com base na visão da identidade cultural, no diálogo entre os múltiplos saberes e na valorização da cidadania. Neste sentido é organizado em duas vertentes de ação: uma ligada à reflexão permanente sobre o ensino nas escolas, e outra voltada à formação continuada do profissional de educação. O projeto tem como antecedentes a formação de um Grupo de Trabalho em Educação Ambiental em Volta Redonda (RJ), iniciado pelo Núcleo de Estudos do Quaternário e Tecnógeno (NEQUAT) em parceria com o Colégio de Aplicação (CAp) da UFRJ, com o apoio de projetos de Extensão e Pesquisa desenvolvidos nos anos de 2009, 2010 e 2011 no município com o suporte do PIBEX/UFRJ e da FAPERJ.

Este Grupo tem desenvolvido trabalhos voltados a uma construção coletiva e reflexiva de projetos em Educação Ambiental no contexto da escola pública, promovendo encontros sistemáticos e realizando práticas pedagógicas com professores de diferentes formações e escolas municipais de Volta Redonda. O projeto conta atualmente com o apoio da Secretaria Municipal de Educação e o suporte de pesquisadores de diversas instituições acadêmicas (UFRJ, UFF, FFP, PUC), que visam articular estudos e ações fortalecendo a formação profissional docente no Estado do Rio de Janeiro, através da formulação e implantação de cursos de capacitação, elaboração e difusão de materiais didáticos utilizando as geotecnologias e as múltiplas linguagens. O projeto foi agraciado pelo Programa “Apoio à Melhoria do Ensino em Escolas da Rede Pública Sediadas no Estado do Rio de Janeiro”- 2011(Edital FAPERJ 16/2011).

Águas no Planejamento Municipal: Discutindo a Educação Ambiental na Gestão de Bacias Hidrográficas na Região Serrana do Estado do Rio de Janeiro

Coordenadora: Profª. Maria Naíse de Oliveira Peixoto

O projeto busca contribuir para a implantação dos instrumentos de planejamento e gestão das águas na Região Serrana do Estado do Rio de Janeiro, a partir da avaliação de planos, programas e projetos hoje existentes nas cidades atingidas por desastres ambientais, como os ocorridos recentemente na região. Apoia-se em  estudos relacionados à dinâmica dos processos  atuantes nos sistemas de drenagem e suas  áreas de contribuição (as bacias hidrográficas),  bem como nas experiências desenvolvidas com  a aplicação de geotecnologias na Educação  Ambiental, buscando sua aplicação no manejo de rios degradados, na mobilização e capacitação das comunidades escolares para o trabalho com as questões ambientais ligadas à gestão de bacias hidrográficas, e a produção de material didático voltado à educação ambiental. Busca contribuir, assim, para a concretização do diálogo de saberes entre o meio acadêmico, a sociedade civil e as instituições de ensino em torno da implantação de ações ligadas à gestão das águas, inseridas no planejamento municipal, conjugando os conhecimentos técnico-científicos aos saberes escolares na reflexão sobre a vulnerabilidade e o risco relacionados à dinâmica de transformações ambientais ocorridas na região em estudo. Este projeto integra, junto com outros do Departamento de Geografia/IGEO e da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) /UFRJ, o Programa “Mapeamento de Risco e Ordenamento da Paisagem na Região Serrana do Estado do Rio de Janeiro”, agraciado pelo Edital PROEXT-2011 do MEC-Secretaria de Educação Superior, com vigência em 2012.

Apoio ao Plano Diretor da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)

Coordenador: Prof. Jorge Xavier da Silva

Em cooperação com o Laboratório de Geoprocessamento Aplicado da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (LGA/UFRRJ) o Programa VISTA/SAGA, integrante do Sistema de Análise Geo-Ambiental (SAGA/UFRJ), está sendo usado no apoio à elaboração do Plano Diretor do Campus de Seropédica da UFRRJ, através de levantamento de dados básicos e análises por Geoprocessamento.

Apoio ao Plano de Gerenciamento Operacional de Recursos Hídricos do Grupamento Técnico de Suprimento de Água para Incêndio do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (GTSAI/CBMERJ)

Coordenador: Prof. Jorge Xavier da Silva

O Programa VICON/SAGA, que faz parte do Sistema de Análise Geo-Ambiental (SAGA/ UFRJ), desenvolvido pelo LAGEOP, está sendo usado pelo GTSAI/CBMERJ para monitoramento da disponibilidade de recursos hídricos em grandes festividades (já foi usado nos dois últimos “Reveillons”, monitorando todo o bairro de Copacabana). Este projeto está sendo realizado em cooperação como o Laboratório de Geoprocessamento Aplicado da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (LGA/UFRRJ).

Apoio de Geoprocessamento em Desastres

Coordenador: Prof. Jorge Xavier da Silva

Uso do Programa VICON/SAGA/DESASTRES,  elaborado em cooperação com o Laboratório de Geoprocessamento Aplicado da Universidade  Federal Rural do Rio de Janeiro (LGA/UFRRJ).  O Centro de Apoio Científico em Desastres da Universidade Federal do Paraná (CENACID/ UFPR), entidade apoiada pela ONU, tem aplicado este programa em desastres de grande notoriedade, tais como: Blumenau (2010), Haiti (2010), Teresópolis e Região Serrana (2011), entre outras.

Cenas da Vida urbana – Espaços Públicos e Cidadania

Coordenadora: Profa. Katia Augusta Maciel (Escola de Comunicação/UFRJ)

Este projeto reúne pesquisadores, docentes e estudantes do Departamento de Geografia – IGEO, da Escola de Comunicação (ECO) e do Colégio de Aplicação (CAp) da UFRJ em torno da elaboração, produção e utilização, como material pedagógico, de cinco documentários de curta duração, ambientados na cidade do Rio de Janeiro, visando transpor para a linguagem audiovisual problemáticas, debates e resultados apontados em recentes pesquisas sobre espaços e representações. Procura-se, assim, contribuir para consolidar a sinergia entre grupos de pesquisa e a comunidade externa, representada por estudantes do ensino médio. A proposta é sensibilizar os jovens para questões de identidades urbanas, meio ambiente, sociabilidade, civilidade, patrimônio, dentre outras. A ideia de criar documentários que tratem desses temas surge como desdobramento de estudos que vêm sendo conduzidos desde 2001 pelo prof. Paulo César da Costa Gomes no grupo de pesquisa “Território e Cidadania” na UFRJ. O grupo trabalha com o audiovisual como suporte para demonstrar que há uma incontornável dimensão física e espacial no processo de implementação do pacto social que dá origem à cidadania.

Curso Pré-Universitário de Nova Iguaçu

Coordenador: Prof. Rafael Straforini

Este projeto, fruto de uma parceria entre a Prefeitura de Nova Iguaçu, a Universidade Federal do Rio de Janeiro e a Fundação Universitária José Bonifácio, promove uma ação articulada com a administração pública municipal visando promover o acesso do estudante de origem popular à universidade pública, articulando teoria e prática, ensino, pesquisa e extensão, bem como articulando a troca de saberes entre os espaços acadêmico e popular. Nesse sentido, teve como objetivos:  fortalecer os vínculos de pertencimento dos  jovens de Nova Iguaçu à sua região, através da  busca por uma formação de nível superior que contemple uma reflexão crítica e a necessidade de transformar a realidade onde vivem; estimular a criação de novos espaços de formação e de acesso a bens culturais e educacionais;  trabalhar na perspectiva do reconhecimento  do protagonismo que cada jovem envolvido no  projeto tem e da necessidade de buscar atuar politicamente na articulação das agendas locais. O projeto foi finalizado em 2011 devido à suspensão do convênio entre Prefeitura de Nova Iguaçu e a UFRJ.

Estratégia de Minimizar o Aquecimento Climático, Prevenção contra Inundações, Poluição, Melhoria do Conforto Ambiental e Economia de Energia em Cidades do Estado do Rio de Janeiro: um Exercício de Cidadania na Ilha do Fundão  

Coordenadora:  Profa. Ana Maria de Paiva Macedo Brandão

Por abrigar em suas diversas unidades, áreas que privilegiam questões ambientais, como é o caso da Geografia, além da presença de uma Vila Residencial e de uma escola pública, a UFRJ oferece múltiplas oportunidades para a prática de educação ambiental. Partindo de um projeto cuja vertente é o clima, área científica de grande interesse da sociedade moderna, mas, que envolve extrema complexidade e muita polêmica, o projeto adquire maior importância pela preocupação científica e, também, por envolver a comunidade interna e externa da Universidade no processo de conscientização e educação ambiental. O projeto se propõe contribuir para o desempenho da tríplice função da Universidade, cujas atividades de pesquisa, ensino e extensão devem estar voltadas para a participação direta da sociedade, em um processo de transformação social.

Movimentos de Massa na Região Serrana do Rio de Janeiro: Fatores Condicionantes e Metodologias de Previsão  

Coordenador: Prof. Nelson Ferreira Fernandes

A Região Serrana do Estado do Rio de Janeiro, em especial os municípios de Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo, encontra-se sujeita, devido às suas características geomorfológicas e de ocupação das encostas e dos fundos de vale, à ocorrência de movimentos gravitacionais de massa. O recente desastre de janeiro de 2011 representa apenas mais um evento dentro de um longo histórico de catástrofes que aconteceram nessa região durante as últimas décadas. Torna-se evidente, portanto, que as metodologias de previsão de áreas de risco hoje em uso pelas prefeituras têm se mostrado muito pouco efetivas. Dessa forma, o objetivo desse projeto é contribuir para o desenvolvimento de metodologias voltadas para a efetiva previsão de “quando” e “onde” esses eventos irão ocorrer no futuro, a partir de mapeamentos de campo e da implantação de modelos de previsão de áreas de risco a deslizamentos. A eficiência desses modelos será avaliada através da comparação entre as áreas definidas por eles como de risco e aquelas onde efetivamente ocorreram deslizamentos nas últimas décadas. Os resultados obtidos serão transferidos para as Defesas Civis dos municípios estudados.  Este projeto integra, junto com outros do Departamento de Geografia/IGEO e da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) /UFRJ, o Programa “Mapeamento de Risco e Ordenamento da Paisagem na Região Serrana do Estado do Rio de Janeiro”, agraciado pelo Edital PROEXT-2011 do MEC-Secretaria de Educação Superior, com vigência em 2012.

Progressão Espacial de Epidemias

Coordenador: Prof. Jorge Xavier da Silva

Em cooperação com a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro, estão sendo acompanhadas as ocorrências de algumas doenças, principalmente a dengue, usando o Programa VICON/SAGA. Paralelamente, com uso do Programa VISTA/SAGA, estão sendo executadas avaliações de riscos de meningite para municípios do Estado do Rio de Janeiro, também em cooperação com a Superintendência de Vigilância Epidemiológica e Ambiental.

Projeto RECON-SERRA: Rede de Difusão da Informação e Geração de Conhecimentos da Região Serrana do Estado do Rio de Janeiro

Coordenadora:  Profa. Josilda Rodrigues da Silva de Moura

O projeto tem como objetivo a criação de um canal virtual permanente de informação, comunicação e formação para a Região Serrana do Estado do Rio de Janeiro e seu entorno, abrangendo em uma primeira etapa os municípios de Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo, com expansão posterior para outros municípios integrantes. A proposta baseia-se no conceito “comunidades de conhecimento” para a criação de um portal de referência para produção, discussão e disseminação de informação e conhecimentos, bem como para a difusão de eventos, pesquisas, artigos e materiais que tenham como temática a região serrana do estado do Rio de Janeiro, com foco sobre as questões socioambientais, porém aberta a outros temas pertinentes à área. O objetivo maior é o da consolidação de uma rede cooperativa e interativa que busque efetivamente superar a distância entre a sociedade, os órgãos e instituições de planejamento e gestão de políticas públicas e as instituições de ensino e pesquisa, seja através do acesso aberto a uma variada base de dados construída a partir da reunião da produção  acadêmica gerada nas instituições, e/ou pelos pesquisadores e profissionais que se agreguem  ao portal; bem como a promoção de cursos e  seminários abertos, conferências online  que se coadunem com a proposta. O projeto é uma proposta do NEQUAT/GEOESTE – Núcleo de Estudos do Quaternário e Tecnógeno/Grupo de Estudos Sócio-Ambientais da Zona Oeste do Rio de Janeiro, e integra, junto com outros do Departamento de Geografia/IGEO e da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) /UFRJ, o Programa “Mapeamento de Risco e Ordenamento da Paisagem na Região Serrana do Estado do Rio de Janeiro”, agraciado pelo Edital PROEXT-2011 do MEC-Secretaria de Educação Superior, com vigência em 2012.

Raízes e Frutos: uma Vivência nas Comunidades Caiçaras da Reserva Ecológica da Juatinga – Paraty, RJ

Coordenadoras: Profª Ana Maria Lima Daou e Profª. Gislene Aparecida dos Santos

O projeto envolve as comunidades caiçaras habitantes da Península da Juatinga, no município de Paraty, no estado do Rio de Janeiro. A península coincide com a área da Reserva Ecológica da Juatinga (REJ), que se insere na Área de Proteção Ambiental (APA) Cairuçu. A Reserva Ecológica da Juatinga faz parte da Reserva da Biosfera da Unesco, de grande importância ambiental por contar com áreas extensas de Mata Atlântica conservadas e um grande número de espécies que só existem no local. A cultura tradicional Caiçara define também a população que aí vive. A transmissão de conhecimento através da oralidade; as relações de parentesco e compadrio; a agricultura e o uso das plantas medicinais são algumas das características próprias desta cultura que contribuíram para a conservação local, e que hoje estão enfraquecidas. Os caiçaras vivem em uma das áreas de maior conflito territorial da Região Sudeste, e o forte êxodo para a cidade de Paraty colabora para a perda de uma memória da história indígena, negra e europeia arcaica do estado do Rio de Janeiro. Deste modo, o projeto tem como objetivo criar bases – e potencializar as que já existem – para a segurança física, alimentar e educacional dos moradores da Reserva da Juatinga, através da interação entre conhecimento científico-acadêmico e o conhecimento tradicional, hereditário e oral, com atenção especial para a população tradicional de caiçaras residente. O grupo desenvolve pesquisas buscando solucionar os problemas identificados em parceria com os moradores, sobretudo no tocante ao resgate cultural e histórico e à afirmação da identidade, atuando principalmente através da agroecologia e da educação. O projeto foi concebido e coordenado pelo prof. Evaristo de Castro Junior que faleceu em 2014.

REDAM-OESTE: Rede de Apoio e Desenvolvimento da Educação Ambiental na Zona Oeste do Município do Rio de Janeiro (RJ)

Coordenadora:  Profa. Josilda Rodrigues da Silva de Moura

O projeto tem como escopo a criação de um canal virtual permanente de apoio à formação e informação das questões sócio-ambientais e desenvolvimento sustentável para a Zona  Oeste do Município do Rio de Janeiro – Área  de Planejamento 5 (composta pelas Regiões  Administrativas de Bangu, Realengo, Campo  Grande, Santa Cruz, e Guaratiba), visando a criação das bases para um projeto auto-  sustentável de formação continuada em Meio Ambiente, Cidadania e Educação Ambiental da Zona Oeste. O projeto é uma proposta do GEOESTE – Grupo de Estudos Sócio-Ambientais da Zona Oeste do Rio de Janeiro, em parceria com pesquisadores de outras instituições de ensino superior, que vêm se dedicando à realização de estudos sobre a região.

Rio Patrimônio:  Sentidos da Paisagem Carioca

Coordenador: Prof. Rafael Winter

A paisagem como instrumento para atribuição de valor e preservação do patrimônio ganhou novos contornos no Brasil a partir da implantação da categoria de paisagem cultural como instrumento de proteção. Neste sentido, o objetivo do presente projeto é discutir as atribuições de valor à paisagem cultural do Rio de Janeiro e disseminar na população envolvida a ideia de que as práticas da cidadania e da democracia passam pela preservação do patrimônio cultural e da paisagem entendida enquanto tal. Pensar paisagem como patrimônio implica em novas perspectivas com relação à preservação e à prática da cidadania que precisam ser discutidas com a sociedade. O projeto prevê atividades  que incorporam uma discussão sobre os valores  atribuídos à paisagem por diferentes grupos  em diferentes momentos, discussões com  gestores do patrimônio cultural e a construção de ações de educação patrimonial em conjunto  com professores da rede pública de ensino que  permitam incluir a valorização e preservação da  paisagem como um dos elementos constituidores  de uma cidadania plena, formando, com isso cidadãos conscientes e interessados na  preservação da paisagem carioca.

Uso de Geotecnologias Livres no Ensino Básico: Aprender a Conhecer o Ambiente, Aprender a Pensar  

Coordenadora: Profa. Carla Madureira

A escola necessita incorporar novos recursos e metodologias que utilizem procedimentos e instrumental didáticos mais interessantes e adequados ao nível em que se encontram os jovens, hoje tão familiarizados com os recursos tecnológicos disponíveis. Além dos avanços recentes no campo da comunicação e informação, percebemos também inovações  que emergem no campo das geotecnologias,  que são as tecnologias envolvidas com  a aquisição de dados espaciais, seu  processamento e manipulação (geração da informação), armazenamento e apresentação de informações espaciais, como os Sistemas de Posicionamento Global (ex: GPS), o uso de imagens de sensoriamento remoto (ex: Imagens de Satélite), os bancos de dados geográficos (BDG), a cartografia digital e cartografia web,  dentre outros. Estas geotecnologias têm participado cada vez mais da vida cotidiana, estando acessíveis em programas de TV, softwares gratuitos, sites de internet e outras mídias; no entanto, seu uso ainda não alcançou os resultados esperados nas escolas de ensino básico, principalmente pela grande dificuldade de integrá-las ao dia-dia da sala de aula, muito embora alguns avanços tenham sido constatados. Deste modo, o presente projeto busca levar ao ensino fundamental e médio algumas das novas tecnologias que tornem o ambiente de aprendizagem mais atraente, dinâmico e motivador, condizente com as necessidades impostas pela sociedade atual, de maneira a propiciar a construção da noção de cidadania focando as questões relativas à problemática ambiental e relacionadas com o desenvolvimento sustentável local. A Unidade de Inclusão Digital (UID) selecionada se encontra no município de Silva Jardim, cujo contexto ambiental é bastante rico pela presença de várias e importantes unidades de conservação, sendo, portanto, beneficiado com a capacitação geotecnológica de jovens, residentes locais, que poderão servir de multiplicadores e agentes ambientais em frentes de trabalho, uma carência observada em toda a região. O projeto conta com o apoio do Edital MCT/CNPq nº 49/2010 –  Inclusão Digital e Social.

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