Estudo da UFRJ mostra que obras para as provas olímpicas agravaram concentração de metais pesados na Lagoa

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RIO — A água turva da Lagoa Rodrigo de Freitas esconde um perigo invisível aos olhos. Um estudo da UFRJ, que fez testes com sedimentos depositados no fundo, mostra que a quantidade de metais pesados aumentou, afetando microcrustáceos e ouriços-do-mar, base da cadeia alimentar. A pesquisa, publicada mês passado na revista acadêmica “Environmental Pollution”, comparou amostras coletadas antes e depois da Olimpíada e revela que os índices de cádmio, cobre e níquel cresceram depois dos Jogos.

A presença de zinco, chumbo e cromo também foi avaliada. Níquel e cromo são os únicos metais que não passaram do “nível 1”, estabelecido pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) como limite para baixa probabilidade de efeitos adversos ao ecossistema. Os demais, porém, estão acima. Embora não tenham atingido o “nível 2”, que indica altos riscos ao ambiente marinho, os testes com microcrustáceos e ouriços-do-mar mostraram alta toxicidade, segunda a autora da pesquisa, a engenheira ambiental Mariana Vezzone, que coletou as amostras em 2015 e 2017.

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O estudo de Mariana Vezzone é parte sua pesquisa de doutorado no Programa de Pós-Graduação em Geografia da UFRJ sob supervisão do Prof. Ricardo Gonçalves Cesar.

O artigo mencionado na reportagem pode ser acessado em:
https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0269749119306980

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